Serviço de saúde em Ibimirim tem a pior avaliação

ibimirim“Foi a pior unidade que visitamos até agora” disse o médico fiscal, Otávio Valença, se referindo à fiscalização na Unidade Mista Marcos Ferreira D’avila, em Ibimirim. Na unidade não havia médico plantonista, só são realizados partos normais e o técnico que trabalha com procedimentos de imagem não tem segurança. Além disso, tinham três crianças internadas no momento, sendo assim, os profissionais tiveram que tomar medidas drásticas: ou um médico chegava, ou as crianças teriam que ser transferidas uma vez que os pacientes não podem ficar desassistidos. A diretora da unidade chamou o médico da Unidade de Saúde da Família para assumir o plantão.

A presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, Helena Carneiro Leão, explicou que nenhum paciente internado pode ficar sem auxílio médico. ” Quando tem pacientes internados é inadmissível não ter um médico. Se o paciente piorar e precisar de remédios ou atendimento de urgência a quem vai recorrer?” indagou. Ela ainda explicou que se o médico não chegasse teria que entrar em contato com a Central de Regulação de Leitos para transferir as crianças.

O grupo ainda fiscalizou a sala de raio X, sala vermelha e sala de parto. Na sala de exames de imagem os profissionais puderam perceber que não havia segurança no trabalho, o revelador dos exames era manual e o exautor não era muito eficiente, ou seja, o técnico em radiologia, Alisson Paulinete, estava exposto as radiações e a ter doenças ocupacionais. Já na sala de parto, só havia uma mesa de para o procedimento e as placentas são insineradas por uma empresa terceirizada.

Quanto aos vínculos, todos os profissionais são contratados, mas sem carteira assinada. Sendo assim, não tem direito à férias, FGTS e nem seguro trabalho. A unidade não sofre com a falta de àgua por ter um poço artesiano.

Em relação a educação, os moradores elogiaram o serviço. Os caravaneiros estiveram na Escola Municipal Professora Maria dos Anjos Bandeira e foram recebidos com empolgação. “Gostamos quando este tipo de projeto vem até nós. Estamos felizes em saber que tem alguém preocupado com a gente”, comentou a diretora da escola, Maria Helena. O alunos se organizaram em filas para para ter seus índices nutricionais analisados.

Além do visivel comprometimento dos professores e dos funcionários com os estudantes, outro ponto que chamou a atenção dos caravaneiros, foi o fato da escola ter sido contemplada com um projeto de mobilidade. Em parceria com o Governo do Estado, o município doou 307 bicicletas para os alunos que moram há uma distância entre 3km à 5km da escola.

De acordo com a diretora Maria Helena, a iniciativa ajudou bastante na locomoção dos estudantes. “Temos alunos que moram em locais mais afastados. Nestes casos, o ônibus escolar levam as crianças até o terminal e os pais ficam aguardando em suas bicicletas”, completou.

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