Cremepe e Simepe divulgam balanço geral da Caravana nas Comunidades 2012

Foto: Mayra Rossiter

Na manhã desta quinta-feira (28), as entidades médicas de Pernambuco – Conselho Regional de Medicina e Sindicado dos Médicos – reuniram a imprensa no plenário do Cremepe para apresentar o balanço geral da Caravana nas Comunidades, realizada entre os dias 23 de maio e 15 de junho. A presidente do Conselho, Helena Carneiro Leão, e o presidente do Simepe, Mário Jorge Lôbo, juntamente com os coordenadores do projeto, Rafaela Pacheco e Ricardo Paiva, divulgaram os dados das pesquisas realizadas em 16 bairros do Recife.

O objetivo da Caravana foi conhecer de perto a realidade das comunidades que apresentavam o menor número de IDH (Índice de desenvolvimento humano), além de “dar voz à população sobre as questões do dia a dia”, segundo Ricardo Paiva. A avaliação da saúde, principalmente da atenção básica, centrada na perspectiva do usuário, foi a principal inovação da Caravana deste ano, que já está em sua oitava edição. “O conceito de saúde está diretamente ligado à percepção de felicidade”, constatou Rafaela Pacheco.

Na reunião, o médio fiscal do Cremepe, Otávio Valença, destacou quatro pontos avaliados em relação às unidades de saúde: o uso, o acesso, a longitudinalidade e a coordenação das unidades. A diretora do Simepe, Carla Cristine Bezerra destacou a falta de cuidado do ponto de vista dos trabalhadores nas unidades. “É preciso garantir a continuidade da vinculação desses profissionais. Apesar de os salários serem razoáveis e os vínculos estáveis, a estrutura dos PSFs é ruim, o que faz com que muitos profissionais peçam transferência da comunidade que trabalham há anos”, afirmou.

Baseados no resultado das pesquisas realizadas com os moradores sobre a qualidade dos serviços públicos oferecidos como saúde, educação, transporte, saneamento básico, concluiu-se que o tripé combate à violência e drogas, corrupção e falta de lazer ocupa o topo da lista no quesito insatisfação. De zero a dez, esses itens receberam as seguintes médias gerais, respectivamente: 2,4, 2,6 e 3,2. Além disso, com as pesquisas feitas pelos caravaneiros foi possível destacar que problemas como drogas e violência contra a mulher silenciam uma comunidade. “Percebemos que os moradores da Mustardinha e Coelhos estão amedrontados, talvez por medo de retaliação. É como se nesses lugares houvesse um pacto de silêncio entre os moradores”, afirmou Pacheco.

Outra inovação da Caravana 2012 foram as oficinas de pintura e grafitagem, onde os moradores puderam mostrar através da arte a realidade que vivem. A ação, muito bem aceita nos bairros, indicou a falta de lazer nesses lugares. “É gritante a necessidade de inserção de arte e cultura nas comunidades”, avaliou a coordenadora Rafaela Pacheco.

Após identificar os problemas, foram desenvolvidas algumas propostas que devem ser apresentadas e discutidas em audiência pública a fim de serem colocadas em prática. Entre elas, estão: a urbanização das comunidades; a garantia da escola pública e unidade de saúde de qualidade; a implementação de uma economia solidária e a promoção de ações de lazer e cultura.

Ainda segundo Rafaela Pacheco as deficiências das comunidades serão listadas e enviadas para os órgãos municipais, estaduais e nacionais. Em relação à saúde pública, “a estratégia de saúde da família existe, porém é insuficiente”, finalizou a coordenadora do projeto.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.

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