Médica fiscal da Caravana transfere pacientes, em Manarí

Por Natália Gadelha

Na manhã desta quinta-feira (24/08), a Caravana Cremepe-Simepe esteve no município de Manarí e constatou as razões que fazem o município ser considerado o mais pobre do País. Desde o acesso à cidade até as condições habitacionais o cenário é de muita precariedade. Infelizmente, no quesito saúde, a situação chega a ser pior que nas cidades já visitadas nesta sétima edição do projeto das entidades médicas de Pernambuco. Hoje foi preciso a médica fiscal da Caravana, Malu David,  transferir dois pacientes internados na unidade para o município de Itambaí, pois não havia médico de plantão.

Esses só são alguns dos motivos que levaram ao município ter sido apontado com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A Casa de Saúde João Paulo II, por exemplo, não está credenciada ao SUS e funciona em condições mínimas de estrutura e se quer tem muros de proteção ao redor. As escalas de plantão e enfermagem estão incompletas.  A lavanderia funciona em sistema doméstico.

Notificação 

O USF Josefa Fanandi Vieira recebeu Termo de Notificação da Caravana por possuir apenas um banheiro para funcionários e pacientes, estando este, interditado há mais de dois meses. Os funcionários têm utilizado os banheiros de casas  vizinhas à unidade.  A gestão tem oitos dias para solucionar essa pendência. Além disso, o USF apresentou estrutura precária, salas apertadas, sem ventilação e apesar da farmácia estar bem abastecida, não tem porta. Na ocasião, foi explicada a equipe de fiscalização da Caravana, que já está aprovado um orçamento de 200 mil reais para construção de duas unidades de saúde e que este PSF será transferido para as novas dependências.

 Liga do Bem 

Apesar de tantas injustiças sociais, existem projetos com objetivos de ajudar os manarienses.  Um grupo formado por advogados e enfermeiros tenta levar um pouco de alegria e de vida civilizada a uma comunidade que vive isolada do resto da cidade. As famílias que vivem nesse local são desnutridas  e não são alfabetizados. Recentemente a Liga do Bem esteve lá e levou diversão, comida, roupas e remédios para tentar amenizar o sofrimento dessas pessoas excluídas da sociedade. É bom ver que em meio há tanta pobreza existem pessoas de fato preocupadas com o bem estar do próximo. Nota 10 para a iniciativa do grupo.

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