Ipubi: problemas em hospital, PSF e com venda de álcool a menores

 

Direção da unidade mista municipal (foto) é notificada para solucionar irregularidades e PSF precisa corrigir falhas. Conselheiros tutelares relatam que proibição da venda de bebidas a menores não é observada

Ipubi – A Equipe 1 da Caravana Cremepe/Simepe encontrou três graves irregularidades no Hospital Marcelino da Silva Mudo, em Ipubi (Sertão do Araripe), nesta quinta-feira (25/08). A unidade mista não faz a coleta seletiva de lixo hospitalar, não tem um médico como seu responsável técnico e mantém na sua escala um plantonista sem inscrição no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco – ele é vinculado ao Conselho do Ceará. Nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSFs), também foram encontrados problemas.

O médico fiscal Sylvio Vasconcellos notificou a direção do hospital para regularizar os três pontos imediatamente. Ele recebeu da secretária municipal de Saúde, Silvanete Andrade Leandro, que acompanhou a fiscalização, o compromisso do empenho da gestão municipal em solucioná-los, mas ela não fixou prazo de quando seriam promovidas ações para resolver os problemas. Sobre a coleta seletiva, a secretária justificou que vem encontrando dificuldades em contratar empresas para realizar o trabalho.

A equipe de fiscalização também encontrou problemas de gestão no Programa de Saúde da Família (PSF) do município. A médica fiscal Tilma Belfort verificou que nas 11 unidades do PSF o número de famílias atendidas supera o limite estabelecido pelo Ministério da Saúde – o teto é de 1 mil famílias, mas os PSFs da cidade atendem mais de 2 mil.   

ÁLCOOL

Um Fato que marcou a passagem da Caravana por Ipubi foi o relato de conselheiros tutelares relataram à equipe que a proibição de venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos não é observada pelos comerciantes. O conselheiro João Pereira classificou o fato como “negligência” de comerciantes locais. “O acesso ao álcool é tão sem controle que às vezes os pais procuram o Conselho Tutelar para agirmos em defesa do próprio filho”, advertiu ele. 

O relato do conselheiro aconteceu durante reunião com integrantes da Equipe 1 na Câmara de Vereadores, que ocorreu em substituição à exibição do filme. Como foi feriado municipal na cidade – Emancipação Política – não foi possível mobilizar estudantes e professores para acompanharem a sessão do “Pela Vida… Pelo Tempo”.

 

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