Santa Cruz da Baixa Verde: educação e saúde aprovadas pela comunidade

Por Chico Carlos

Mario Lins destacou o trabalho da Caravana em PE. Foto: Chico Carlos

A Caravana Cremepe/Simepe saiu de Triunfo por volta das 13h30, com destino a cidade de Santa Cruz da Baixa Verde conhecida como a capital da rapadura. Seu principal produto agrícola é a cana-de-açúcar que é a matéria prima para a fabricação da rapadura. Um povo tranqüilo e feliz, apesar das coisas da vida.

 Os caravaneiros enfrentaram logo na chegada uma chuva fina. Nas calçadas, a comunidade tem muita história para contar.  A escola municipal Otacílio Carlos de Alencar serviu de base para a apresentação do filme “Pela Vida… Pelo Tempo. Um carro de som fazia a convocação. O pátio escolar abrigou 160 participantes  entre crianças, adolescentes,  servidores municipais e idosos. Todos ansiosos e, ao mesmo tempo contentes pela presença da Caravana.  Em seguida o debate foi rico sobre os problemas que cercam a cidade, principalmente, relacionados com a saúde. A dificuldade de contratar médico foi a tônica das opiniões e dos comentários.  Os gestores municipais denunciaram que sofrem com o “leilão” desleal, desigual e vergonhoso dos municípios vizinhos. Os médicos que, estão no quadro da rede municipal,  estão trabalhando normalmente garante a Secretaria de Saúde.

Falta água potável

Outras dificuldades foram comprovadas nas ruas de Santa Cruz da Baixa Verde. A cidade é pequena, porém limpa e organizada. Outro problema  diz respeito a falta de água na maioria das residências. Um tambor é vendido por R$ 30,00 (água salgada), enquanto o de água potável custa R$ 10,00. Boa  parte da população vive da aposentadoria do INSS e de empregos na Prefeitura que são insuficientes. Não existe coleta seletiva para o lixo.

Apesar de tudo, a população reconhece os esforços da gestão em melhorar os setores da Saúde e Educação que foram aprovados. Todavia, querem que o governo lute ainda mais para trazer mais qualidade de vida, através de lazer,cultura e esportes. É preciso transpor barreiras.

A unidade de Saúde São Francisco apresenta-se em boas condições de funcionamento. Mesmo assim, as equipes médica e de enfermagem estão incompletas. Material para atendimento de emergência é insuficiente, e falta de sala de atendimento por sexo. Não tem laboratório, ECG, hemoterapia e ultra-sonografia. O bloco cirúrgico tem pia.Mas, falta tela na cozinha para dividir de forma satisfatória o ambiente. A lavanderia é adequada, porém serve de depósito para material de pintura (massa corrida). Isso precisa mudar!

É hora de retornar. O relógio aponta 16h30. O grupo 5 terminou mais um dia em paz e consciente do dever cumprido. Amanhã, será melhor do que hoje.

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