Hospital tem equipamentos, mas não atende a população

Foto: Salete Hallack

Exu – A equipe 1 da Caravana Cremepe/Simepe se deparou, nesta terça-feira (23/08), com uma situação que sugere a ausência de prioridade na gestão da saúde pública. Em Exu, no Sertão do Araripe, o único hospital da cidade, a unidade mista municipal José Pinto Saraiva, conta com um dos mais modernos e bem equipados blocos cirúrgicos da região. Mas ele não funciona por falta de duas intervenções simples, ainda não promovidas no hospital pelo governo do município: a construção de uma lavanderia, para o material usado no hospital, e a instalação de uma central de gases. Enquanto isso, os pacientes que precisam de cirurgia aguardam por transferências e enfrentam longas viagens até hospitais de Ouricuri, Salgueiro ou Petrolina.

A situação foi constatada durante a inspeção na unidade, promovida pelo médico fiscal Sylvio Vasconcelos. Ele verificou que duas salas de cirurgia, que haviam sido reformadas recentemente, estavam todas prontas para uso, com equipamentos modernos, caso de eletro-encefalograma, e questionou à gestão do hospital por que elas não estavam sendo utilizadas. Foi quando recebeu a explicação da secretária municipal de Saúde, Maria do Carmo, e de gestores do hospital de que elas só seriam liberadas após a construção da lavanderia e da central de gases, ainda sem data para seu início. No bloco cirúrgico, os equipamentos de alta complexidade estão ainda revestidos por embalagens plásticas e encostados no canto de sala à espera de uso.

EXCESSOS

Mas essa não foi a única situação que chamou a atenção dos fiscais da Caravana em Exu. Sylvio Vasconcelos também observou um grande fluxo de pacientes na unidade mista, que contava apenas com um médico plantonista, o que poderia estar excedendo a carga máxima de atendimento dele. Segundo resolução do Cremepe, o médico deve atender até 36 pacientes por plantão de 12 horas. Caso esse limite seja ultrapassado, a unidade deve contratar outro plantonista. Sylvio Vasconcelos solicitou então, aos gestores da unidade, o censo do atendimento, para verificar se esse limite está sendo respeitado.

Já a médica fiscal das unidades do Programa de Saúde da Família (PSF), Alexina Witt, atestou que um dos PSFs da cidade tinha número de famílias assistidas maior que o limite estipulado pelo Ministério da Saúde. Um dos PSFs do município tinha 2,3 mil famílias, quando deveria ter no máximo 1 mil.

Por Gilvan Oliveira

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