Sala de parto fechada após fiscalização da Caravana

Sílvio Vasconcelos em fiscalização no hospital de Moreilândia

Por Gilvan Oliveira

MOREILÂNDIA – A primeira visita da equipe Verde da Caravana Cremepe/Simepe, nesta segunda-feira (21/08) pela manhã a este município do Sertão do Araripe, ocasionou o fechamento da sala de partos da unidade mista Santa Terezinha, a única da cidade. A secretária municipal de Saúde, Aparecida Pacheco, atendeu recomendação dos médicos fiscais da Caravana e prometeu encerrar no mesmo dia a utilização do local, transferindo as próximas parturientes para a cidade vizinha de Ouricuri. No momento da fiscalização, não havia grávidas internadas.

O médico fiscal do Cremepe, Sílvio Vasconcelos, verificou que a sala de partos funciona improvisada em local onde era um gabinete administrativo da unidade mista, sem pia, lavabo ou água corrente, não oferecendo a médicos e pacientes condições para higienização. “Mesmo para partos simples há sérios riscos de infecção às pacientes e aos recém-nascidos”, afirmou a presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, coordenadora do grupo Verde.

            A secretária Aparecida Pacheco justificou que os partos eram realizados na sala improvisada em razão da reforma em curso no prédio da unidade mista – a previsão de encerramento das obras é em 60 dias. Mas acatou a recomendação dos fiscais da Caravana. “Vamos avisar à população pela rádio da cidade”, disse. Segundo ela, após a reforma, a unidade será dotada de sala de parto e pós-parto com toda a estrutura para atender as parturientes e com condições adequadas de trabalho aos profissionais de saúde.

            Outra recomendação dos fiscais da Caravana focou a falta de médicos nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSFs). Existem quatro PSFs no município, mas só um deles conta com médico. Os outros três são atendidos eventualmente por médicos plantonistas da unidade mista. “Temos consciência da situação e vamos resolvê-la. Mas infelizmente existe uma dificuldade atrair médicos para cá. A cidade é pequena e eles preferem os grandes centros”, argumentou ela.

PELA VIDA… PELO TEMPO

            Mesmo sob o sol forte, os moradores de Moreilândia, cidade com aproximadamente 12 mil habitantes, foram muito receptivos aos caravaneiros responsáveis pela pesquisa, que foram às ruas entrevistá-los sobre as condições de vida no município. O principal ponto de entrevista foi a praça principal da cidade, em frente à igreja matriz de Santa Terezinha. Muitos se reuniam em grupos para responder as nove perguntas do questionário, discutindo entre si os problemas da cidade. Uma das preocupações muito citada por eles foi o avanço do consumo de drogas na região.

            A sessão/debate do filme Pela Vida, Pelo Tempo – produzido pelo Cremepe em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) – realizado no salão da Casa Paroquial, contou com um público bem heterogêneo. Entre alunos do ensino médio, funcionários públicos e donas de casa, 45 pessoas acompanharam a exibição do filme e participaram dos debates.

            Violência doméstica foi um dos temas mais levantado durante os debates. A principal queixa dos presentes, principalmente mulheres, é a impunidade para este tipo de crime.

 

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