Cremepe e Simepe divulgam resultados da Caravana no Agreste

André Longo e Ricardo Paiva coordenaram entrevista coletiva | Foto: Maria Eduarda Vaz

Na manhã desta segunda-feira (17), o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) divulgaram oficialmente um balanço da Caravana Cremepe-Simepe 2010, que percorreu 40 municípios do Agreste pernambucano, durante os dias 10 e 14 deste mês. Numa coletiva que reuniu os principais veículos da imprensa pernambucana, foram apresentadas informações importantes sobre a situação da saúde pública dos municípios visitados.

Através das pesquisas com a população sobre temas como saúde, educação, emprego e drogas, Cremepe e Simepe tomaram conhecimento de que moradores de Santa Maria do Cambucá precisam pagar de R$ 10 a R$ 30 por serviços básicos de saúde. “Uma grávida revelou que paga para realizar pré-natal ligado ao SUS, quando este atendimento de qualidade e gratuito deve ser garantido pelo próprio município. Outra moradora mostrou talões de pagamentos que precisou fazer para ser atendida”, revelou André Longo, presidente do Cremepe.  A equipe de caravaneiros, formada por médicos e funcionários das entidades médicas, documentou que a mesma situação acontece também em Vertentes, Frei Miguelinho, Toritama e Taquaritinga do Norte.

As duas entidades médicas comunicaram que vão encaminhar um relatório detalhado para acionar órgãos, entidades e poderes competentes. Entre eles, o Tribunal de Contas da União, Tribunal de Contas de Pernambuco, Ministério da Saúde, Governo do Estado e secretarias municipais de saúde do Estado. O diagnóstico geral revela que o atendimento básico de urgência à população está comprometido, principalmente pela falta de estrutura e recursos humanos.

A Caravana já visitou todos os municípios pernambucanos entre 2005 e 2008. Porém, em 2010, não percebeu melhorias na maior parte dos cerca de quarenta hospitais, unidades e postos de saúde fiscalizados no Agreste. Em Lajedo, o hospital funciona como se fosse um ambulatório. Já em Sairé, a medicação atropina (usada em UTI´s e emergências) estava vencida há seis meses, o que revela o descaso da administração. Um das exceções positivas foi a recuperação satisfatória da Unidade Mista de Saúde Paulo Viana de Queiroz, em São Joaquim do Monte, que havia sido interditada há dois anos pela mesma Caravana do Cremepe e Simepe.

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